De olho no mercado

5 características do Bitcoin

Publicado em 12/02/2021

Do boom em 2017 até o momento atual o Bitcoin entrou na mira do mercado como uma possibilidade de investimento, ultrapassando a cotação de U$ 20 mil.

Mesmo tendo destaque nos últimos anos, poucas pessoas fora da bolha de investimentos entendem o funcionamento da moeda digital. Ou não conheciam.

Neste post, reunimos 5 características do Bitcoin e respondemos se vale a pena incluir a criptomoeda em sua carteira de investimentos.

Antes de mais nada, o que é o Bitcoin?

O Bitcoin é uma moeda eletrônica de pagamento baseada em uma tecnologia de prova matemática denominada Blockchain que é totalmente desvinculada de instituições financeiras.

A tecnologia Blockchain funciona como um grande registro de informações de cada transação financeira incluindo a quantia de moedas transacionada, quem fez a remessa de moedas, quem recebeu e quando a transferência foi realizada.

Cada conjunto de transações é armazenada em um bloco e cada bloco tem um registro de tempo e data. A cada 10 minutos é formado um novo bloco de transações que se liga ao bloco anterior, e todos eles são verificados e registrados por “mineradores” que atestam a segurança e confiabilidade das transações por meio de inteligência computacional.

O Bitcoin pode ser usado para fazer compras online e, neste sentido, tem a mesma serventia que moedas convencionais como o real, peso, dólar, euro e tantas outras.

5 Características do Bitcoin

1. Escassez

A tecnologia utilizada para a “confecção” do Bitcoin é 100% digital e está condicionada a um algoritmo que possui um teto de geração para novas moedas, o que torna o ativo financeiro mais raro e sujeito à valorização, conforme a demanda por ele aumenta.

2. Descentralização: Qualquer um pode criar sua própria moeda

Em 2008, um grupo de voluntários criou um código ​open source ​que pode ser copiado e adaptado para diferentes sistemas. A partir deste código original, várias empresas criaram suas próprias moedas digitais.

3. Armazenamento de transações

Por causa da tecnologia de ​blockchain cada detalhe da transação com Bitcoin fica registrado em uma grande cadeia de blocos, acessível para vários computadores.

Em resumo, qualquer pessoa que tenha acesso à rede pode obter informações detalhadas sobre todas as transações. No entanto, os endereços públicos de Bitcoin não estão vinculados à nome, endereço ou outras informações pessoais dos donos, garantindo assim o total anonimato de quem negocia criptmoedas.

4. Transações irreversíveis

Uma característica do Bitcoin é que uma vez que a transação é realizada ela fica armazenada em um bloco de informações imutável, ou seja, esse mesmo Bitcoin não pode ser usado mais de uma vez e a transação se torna irreversível.

Essa característica representa um risco para o investidor, afinal, se você faz uma transferência ou compra errada não pode reverter o valor gasto.

5. Investimentos tributáveis

Mesmo sendo independentes de instituições financeiras, os investimentos em Bitcoin também são tributados pelo Imposto de Renda (IR). A regra vale para lucros acima de R$35 mil.

Vale a pena investir em Bitcoin?

As criptomoedas dão mais autonomia para o investidor, mas exigem um grau de responsabilidade para negociá-las, já que as transações não podem ser revertidas após serem registradas. 

Outro ponto a ser considerado é que o ativo não é regulamentado pelo Banco Central ou por nenhuma instituição financeira, portanto, não existe nenhum mecanismo que “proteja sua aplicação”. Sendo assim, investimentos em criptmoedas são indicados para perfis arrojados e sofisticados, que já tem parte de seus patrimônios investidos em ativos de renda variável e tem mais conhecimento de mercado. 

Antes de investir, recomendamos que leia mais conteúdos sobre o assunto e, caso não se sinta seguro, procure por corretoras especializadas. A seguir, trouxemos uma novidade sobre Bitcoin que pode animar possíveis investidores. 

Inter e Vitreo anunciam parceria em produtos de investimentos

De olho no amadurecimento da indústria de investimentos, a chamada indústria 3.0, o Inter e a Vitreo DTVM anunciaram uma parceria para disponibilizar fundos deste segmento, que eram exclusivos ao portfólio da Vitreo.

Os dois primeiros fundos da Vitreo que entram na prateleira do Inter são: CriptoMoedas e CriptoMetals Blend, e que já podem ser acessados pelo Inter Invest.

O terceiro, o fundo Tech Select, que investe nas em empresas gigantes de tecnologia como Facebook, Apple, Amazon, Microsoft e Google, ficará disponível a partir do dia 15 de março.

Além do Bitcoin, o Fundo CriptoMoedas é composto por Altcoins – moedas digitais com algoritmos diferentes e de menor valor de mercado em relação ao Bitcoin, mas que ajudam a compor uma carteira mais diversificada.

Por enquanto, os novos produtos, estarão disponíveis apenas para investidores qualificados - se você tem mais de R$ 1 milhão em aplicações financeiras ou uma das certificações técnicas aceitas pela CVM.

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