Economizar dinheiro nunca é uma tarefa fácil. Seja porque não sobra ou por falta de hábito, deixar de consumir o que queremos e realizar nossos sonhos para pensar no amanhã não é mesmo a coisa mais empolgante do mundo.

Mas o fato é que esse é um cuidado necessário. E, no fundo, todo mundo sabe disso. Principalmente em momentos como o que vivemos agora, de grande inflação e muitas incertezas. Com tantas contas, despesas e responsabilidades financeiras a cumprir, a grana pode ficar curta se não houver uma boa administração dos recursos.

Além disso, nunca se sabe quando o celular vai quebrar, ou quando a geladeira vai parar de funcionar. Não dá para prever quando teremos gastos extras com remédios, com o conserto do carro ou com uma infiltração no banheiro.

Ou, então, quando a passagem para aquela viagem dos sonhos finalmente vai entrar em promoção. Ou se a banda favorita virá para a cidade fazer um show imperdível.

Seja para arcar com imprevistos ou para aproveitar as melhores oportunidades que surgirem, poder contar com uma quantia de dinheiro quando precisamos não é questão de luxo, mas de necessidade e planejamento.

Sem controle, o dinheiro acaba sendo destinado apenas para o pagamento de contas e faturas. Se tem sido assim na sua vida, este post é para você!

Dicas de economia

Anotar todos os gastos, evitar gastar com o que não é tão necessário e fazer mais com menos. Esses são os pilares que sustentam uma vida financeira mais saudável e tranquila.

Para que essa seja a sua realidade, é preciso seguir alguns passos e, principalmente, firmar um compromisso consigo mesmo. No começo é sempre mais difícil, mas com o tempo você agradecerá imensamente por ter decidido mudar e criar novos hábitos financeiros.

Liste os gastos

O ponto de partida para economizar dinheiro é ter o controle de rendimentos e gastos. Ou seja, de todo o dinheiro que entra e que sai. Só assim você conseguirá saber qual foi o destino do seu salário e visualizar o quanto há de espaço no orçamento. Para isso, analise e liste quais são as suas despesas fixas e variáveis.

Em síntese, as despesas fixas são aquelas que você paga todos os meses e cujo valor não se altera ou muda pouco, como:

  • Aluguel;
  • Condomínio;
  • Água;
  • Luz;
  • Gás;
  • Internet;
  • Plano de saúde;
  • Escola / faculdade / cursos;
  • Transporte.

São despesas que não podem ser cortadas, embora possam ser reduzidas.

Já as despesas variáveis são aquelas que variam todos os meses e que, na maioria das vezes, parecem inofensivas pelo fato de não serem muito volumosas, mas que podem fazer um grande estrago quando acumuladas.

Viagens com carros de aplicativo, corte de cabelo, café da manhã na padaria, crédito no celular, refeições em restaurantes e pedidos de delivery, as baladas e passeios nos finais de semana… Por mais barato que sejam, anote também cada um desses gastos. Ah: não podemos esquecer dos serviços de assinatura! Anote todos os que você paga também.

Assim, será possível visualizar quais gastos podem ser eliminados do seu orçamento. Quanto mais clareza você tiver sobre para onde seu dinheiro vai, maior será o seu controle sobre ele.

Utilize uma planilha de gastos

A planilha de gastos serve para que você fique de olho em tudo o que está gastando. Desse modo, fica mais fácil controlar e evitar gastos não planejados. Você pode utilizar um aplicativo, fazer uma planilha no computador ou mesmo usar o bom e velho caderninho. O importante é fazer!

Classifique todos os gastos por categorias como alimentação, moradia, transporte e saúde, nomeie a despesa e insira data de vencimento e valor.

O Excel é uma ótima ferramenta para isso, sendo simples, intuitiva e funcional. Ele permite criar colunas, fazer gráficos, inter-relacionar abas, fazer somas, filtrar informações e muito mais. E o melhor: é possível alimentá-lo via smartphone.

É possível construir uma tabela do zero, com a sua cara, ou encontrar modelos prontos na internet. Neste caso, dá para customizar a partir do que já foi testado por outras pessoas.

A Microsoft também disponibiliza uma série de planilhas prontas para usar de forma totalmente gratuita. Há modelos para orçamento pessoal e familiar mensal e templates para o controle de gastos no cartão de crédito, despesas escolares e até gastos no mercado.

Feito o raio-x de todas as contas, é hora de entender o que realmente é prioridade, o que pode ser barateado e o que pode ser cortado.

Quite suas dívidas

Parte do equilíbrio financeiro pessoal passa pela quitação de dívidas que estão em aberto. Se você está endividado, é essencial que se organize para quitar os débitos, principalmente porque as dívidas costumam ter juros, o que significa que, ao mantê-las, você está jogando dinheiro fora.

Por isso, anote todas as dívidas e as elenque usando dois critérios: volume, organizando da maior para a menor, e depois por custo. Esse segundo passo é um pouco mais difícil, porque é preciso elencar o custo efetivo total daquela dívida ao ano, ou seja, todas as taxas, que no final é o que sai do seu bolso.

Analise o que precisa ser liquidado e busque formas de pagamento que sejam vantajosas. Se necessário, renegocie a dívida, mas não deixe ela se tornar ainda maior. Para isso, você pode ir diretamente ao seu credor e tentar conseguir uma situação melhor ou participar de algum evento em que entidades promovem acordos entre as partes, como os chamados "feirões limpa nome".

Se você está em atraso, tente todas as formas possíveis de negociação, especialmente para as dívidas que estão acumuladas há alguns anos. Atualmente, existem opções com juros mais baixos e melhores condições de parcelas que podem caber no seu orçamento.

Maneire em suas compras

Depois de entender o que você ganha e com o que gasta, é hora de cortar o que não é tão necessário. Gastos supérfluos e indesejados têm um potencial altamente nocivo, podendo minar suas chances de ter uma vida próspera e com mais segurança e tranquilidade no bolso.

Economizar dinheiro exige disciplina, e isso envolve saber dizer não, principalmente para si mesmo. Retire do orçamento todos os excessos e gastos desnecessários e, em hipótese alguma, compre por impulso.

Uma dica para conseguir isso é fazer algumas perguntas antes de comprar algo e respondê-las com total honestidade: por que estou querendo comprar este produto? Ele será útil? Estou realmente precisando? Vale a pena? Estou fazendo essa escolha por mim?

Outra ideia é recuperar as 12 últimas faturas dos seus cartões de crédito e identificar todas as compras que você já se arrepende de ter feito. Some tudo e veja o quanto você não guardou. O impacto com certeza será alto, e você lembrará desse valor sempre que for gastar de novo.

Mais uma: escolha um dia da semana para não comprar nada. Absolutamente nada. Faça essa meta e leve à risca. Aqui no blog do Inter tem mais um monte de dicas legais para te ajudar nessa missão tão importante.

Crie uma meta

Ter metas específicas para guardar dinheiro é o melhor truque para manter a motivação. Anote quanto você quer juntar e o seu prazo limite para isso. Você pode dividir o valor em partes menores e estabelecer um tempo máximo para alcançar cada uma delas. Logo, sempre que conquistar uma etapa, terá um impulso para continuar nesse caminho. Além de poder comemorar e renovar seu foco para o próximo número.

Pode ser um carro novo, uma casa, uma viagem dos sonhos… O importante é calcular quanto você precisa guardar por mês e colocar isso como prioridade. Mas claro: é importante que as parcelas para esse plano caibam em seu orçamento. Sonhe e planeje, mas seja realista. Defina metas que você conseguirá cumprir e que sejam mensuráveis. Se você criar metas impossíveis, pode acabar frustrado por não conseguir cumpri-las.

Invista para ter mais dinheiro!

Para alcançar um bom nível financeiro, também é preciso saber investir. Essa é uma forma de fazer o seu dinheiro trabalhar por você e de criar um patrimônio relevante a longo prazo.

Mas, para isso, é preciso ir além da caderneta de poupança, e buscar opções de maior rentabilidade e mesma segurança. O dinheiro que você economizar pode ser investido em alguma aplicação financeira de baixo risco e liquidez diária, para que fique sempre rendendo e esteja disponível imediatamente quando você precisar.

Alguns exemplos de investimentos de baixo risco, altíssima liquidez e alto nível de segurança são:

Com o tempo, você pode buscar por alternativas mais rentáveis. Com a construção e a solidificação desse hábito, você poderá se tornar um investidor mais maduro e disciplinado, e poderá dar passos maiores e mais ousados para investir mais e melhor. Para isso, claro, é preciso estudar muito sobre investimentos, ou até mesmo buscar a ajuda de um profissional.

Todas essas ações não fazem parte de um processo fácil. Dá trabalho, mas o resultado faz tudo valer a pena. Coloque as dicas em prática, peça ajuda se precisar e se prepare para assumir o protagonismo da vida financeira.

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Izabella SouzaAnalista de Conteúdo

Jornalista entusiasta da música, da escrita e da missão de te informar e contextualizar sobre o que realmente importa!

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