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CRA: o que é como investir

Publicado em 01/06/2021

Quando uma empresa quer captar recursos para sua operação ela tem algumas alternativas: abrir o capital e aumentar seu quadro de sócios, por meio da venda de ações, ou emitir títulos de dívida como os CRIs e CRAs.

Nesse post resumimos o que você precisa saber sobre os CRAs.

O que são os CRAs?

Imagine o seguinte cenário: uma cooperativa de produtores de café quer comprar máquinas de beneficiamento que custam R$2 milhões, mas não dispõem dos recursos, imediatamente. Os representantes da cooperativa vão até uma securitizadora, que é uma empresa que vai comprar a dívida, em troca de uma garantia pelo pagamento.

Nesse processo, a cooperativa garante o dinheiro necessário para executar seu projeto, e a securitizadora emite pequenos pedaços da dívida, chamados de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), que serão negociados com os investidores.

Na prática, é como se você estivesse comprando a promessa de um pagamento

Como investir em CRAs?

Os CRAS são comercializados por meio de Ofertas Públicas (falamos sobre elas recentemente). Outra forma de adquirir esses papéis é comprando diretamente de outros investidores no mercado secundário.

Rentabilidade

A exemplo dos CRIs, os CRAs podem ter sua rentabilidade calculada de forma prefixada, pós-fixada e híbrida

Os títulos prefixados oferecem uma taxa fixa de juros durante toda a aplicação, ou seja, você já conhece a rentabilidade do investimento no momento da contratação. Costumam ser mais interessantes quando a Selic está em queda, pois tendem a se valorizar com o tempo.

No formato pós-fixado, os rendimentos estão atrelados a índices financeiros como CDI ou índices de preços como o IPCA. São mais indicados para cenários de alta de juros, pois quando esses indexadores sobem os rendimentos acompanham.

E tem ainda o modelo híbrido, no qual as rentabilidades são dadas pela soma de uma taxa de juros já fixada e de um indicador. Ao somar o IPCA, por exemplo, você protege seu poder de compra, já que o dinheiro aplicado nunca vai render menos do que a inflação.

A rentabilidade dos CRAs é paga de acordo com os termos e condições de cada papel, podendo ser paga periodicamente ou só no vencimento, e, em alguns casos, sofre amortizações constantes, quando parte do dinheiro aplicado é devolvido para o investidor.

Prazos e liquidez

Os CRAs são investimentos de médio/longo prazo, com títulos que variam de um a até 15 anos. Por serem investimentos de baixa liquidez são recomendados para pessoas que já tem uma reserva de emergência e podem manter a aplicação até o prazo final.

Caso o investidor precise sacar o dinheiro antes do vencimento, ele terá que vender o papel a outra pessoa interessada, mas sem nenhuma garantia de receber a rentabilidade contratada.

Taxas e tributações

Os rendimentos dos CRAs são isentos de IOF e Imposto de Renda, isso significa, que o investidor resgata o valor líquido, sem qualquer desconto. Além disso, não são cobradas taxas de administração pela custódia do investimento.

Riscos

Os CRAs não contam com a proteção do Fundo Garantidos de Créditos (FGC), que assegura até R$250 mil por CPF, caso a instituição financeira declare falência.

Outro risco do investimento está relacionado a ausência de liquidez associada a longos prazos, que limitam o investidor a resgatar o dinheiro aplicado, como já adiantamos no tópico anterior.

Em contrapartida, os CRAs oferecem rentabilidade maior do que outros produtos de renda fixa, o que os torna uma opção para quem quer resultados mais consistentes visando a independência financeira a longo prazo.

Devo investir em CRAs?

No mundo dos investimentos quanto maior o risco, maior o retorno, e isso vale também para o CRAs!

Ao mesmo tempo que eles oferecem uma rentabilidade maior, eles têm certas restrições de liquidez e de prazo, que fazem com que sejam mais indicados para investidores mais moderados e/ou arrojados.

Mas, se você segue nossas dicas e divide seu patrimônio em papéis com diferentes prazos de vencimento, consegue mitigar o risco de resgatar o dinheiro antes do prazo e ainda assegura fluxo de renda em sua carteira em diferentes momentos.

Mesmo assim, o risco de crédito existe e não pode ser ignorado.

Por não contarem com a garantia de FGC, tanto os CRAs quanto os CRIs demandam mais cautela por parte do investidor. Por isso, é fundamental olhar as garantias e as notas de rating da instituição emissora antes de investir, e manter parte do dinheiro aplicado em investimentos de renda fixa com maior liquidez e que contem com a proteção, que serão muito úteis em caso de imprevistos.

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