De olho no mercado

Índice Sharpe: como usar ele para comparar ativos

Publicado em 28/10/2021

Você já se deparou com a dúvida sobre como comparar a relação risco/retorno de diversos ativos? O índice Sharpe é uma ferramenta que pode te ajudar! 

Apesar de servir para a avaliação de qualquer ativo ou carteira, o Sharpe é utilizado sobretudo na comparação entre fundos de investimento.

Entenda como ele funciona na prática! 

Afinal, o que é Índice Sharpe?

O índice foi criado pelo Nobel de Economia em 1990, William Sharpe, com a finalidade de facilitar o entendimento do retorno potencial de um investimento em comparação ao seu risco. Especificamente, o índice tem o objetivo de medir a relação entre o retorno excedente ao ativo livre de risco (prêmio de risco) e a sua volatilidade. 

Fórmula Sharpe: 

(Rp - Rf)/ Op

  • Rp = Retorno da carteira/fundo 
  • Rf = Retorno do ativo livre de risco (como por exemplo a Selic) 
  • Op = Volatilidade da carteira/fundo, medida por meio do desvio padrão dos retornos. 

Logo, quanto maior o Sharpe de um fundo (ou carteira), melhor.

Exemplo do uso do índice Sharpe

Vamos imaginar que o retorno anual do “Fundo A” foi de 30% a.a., a Selic rendeu 10% no mesmo período e a volatilidade também foi de 10%. 

Sharpe: (0,30 - 0,10) / 0,10 = 2

O índice Sharpe do “Fundo A” foi de 2. Isso quer dizer que para cada 1 ponto de risco assumido pelo investimento, o investidor obteve 2 pontos de rentabilidade acima do retorno do ativo livre de risco. 

Já o “Fundo B” obteve um retorno anual expressivo de 80%, a Selic continuou rendendo 10% e a volatilidade anual foi de 50%. 

Sharpe: (0,80 - 0,10) / 0,50 = 1,4

O “Fundo B” alcançou um Sharpe de 1,4 (menor que o “Fundo A”), apesar de ter obtido um retorno anual de 80% (50 pontos percentuais acima do “Fundo A”). Isso significa que não necessariamente o fundo que tem a maior rentabilidade em determinado período é o fundo que alocou seus recursos da forma mais eficiente segundo os parâmetros de William Sharpe.

Ou seja, além da rentabilidade alcançada, é importante saber quanto de risco cada fundo correu para chegar nesse retorno. 

De qualquer forma, vale destacar que a decisão de investir no “Fundo A” ou “Fundo B” deve ser tomada de acordo com o perfil ou estratégia de cada investidor. Em geral, investidores conservadores escolheriam o “Fundo A” e investidores arrojados (que toleram alta volatilidade) selecionariam o “Fundo B”.

Atenção! O investidor deve tomar o cuidado de utilizar o índice Sharpe para avaliar fundos de investimento que sejam parecidos, a comparação deve ser feita entre fundos da mesma classe ou que, pelo menos, compartilhem da mesma estratégia. Não faria sentido, por exemplo, comparar um fundo de renda fixa com um fundo de ações.

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Esse post foi retirado do Inter Dica da Semana, enviado pela nossa equipe de Research. Para ter acesso a mais conteúdos assim, continue acompanhando nosso blog ou inscreva-se para receber os relatórios em sua caixa de entrada.

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