Cuidando do seu dinheiro

Juros pré-fixados e pós-fixados: como escolher?

Publicado em 06/01/2021

Você já realizou algum empréstimo ou até mesmo fez aplicações em renda fixa? Então é bem provável que tenha se deparado com termos como taxa de juros pré-fixados e pós-fixados. Entender o que elas significam pode ser fundamental na hora de fechar um contrato, pois cada uma tem suas vantagens e desvantagens. Tudo depende da situação e dos seus objetivos.

Para fazer a melhor escolha, fique sempre atento às opções de produto e qual se encaixa melhor às suas condições. Às vezes, os termos podem soar estranhos e causar confusão, mas pra isso você #contacomagente! Nesse texto explicaremos tudinho sobre essas taxas e quais as melhores situações para cada uma.

Qual a diferença entre a taxa de juros pré-fixados e pós-fixados?

Taxa de juros pré-fixados

Vamos começar pela mais simples! Nas taxas de juros pré-fixados você sabe exatamente os valores até o fim do contrato. Isso mesmo, aqui não tem surpresa no meio do caminho! No caso de um crédito, isso significa que o valor das parcelas será fixo.

Ao fazer um empréstimo consignado a juros pré-fixados, por exemplo, você tem a vantagem de conhecer o valor exato da parcela durante todo o período. Isso facilita seu planejamento financeiro e você corre menos riscos de inadimplência, afinal, já sabe o quanto terá que gastar.

Com taxa pré-fixada você também tem total controle de cada centavo que renderá os seus investimentos. O que pode ser bom ou ruim, dependendo do que você procura e da situação do mercado. Isso porque nem sempre a taxa de juros pré-fixados é maior do que a de pós-fixados, o que pode afetar negativamente seus rendimentos. Mas, calma, continua a leitura que já voltamos nesse assunto.

Taxa de juros pós-fixados

As taxas de juros pós-fixados levam em conta índices de inflação e juros de curto prazo, como por exemplo TR, IPCA, IGP-M, entre outras. Como todas essas taxas podem variar de acordo com a economia do país, os investimentos influenciados diretamente por elas sofrem mais impacto.

A taxa Selic, por exemplo, é ajustada de acordo com a situação econômica do país para que se tenha um controle da inflação. Então caso seus investimentos sejam diretamente influenciados pela Selic, o rendimento do título será diretamente afetado.

Apesar da imprevisibilidade, essas oscilações podem ser vantagem em algumas situações. Por isso, é sempre importante avaliar os prós e contras e ficar de olho em como anda o mercado no período que deseja investir.

>>> Saiba como o CDI afeta seus investimentos

Qual taxa escolher?

No mundo das finanças é preciso sempre ter em mente que não existe o bom e o ruim. O que existe é o mais adequado para determinado objetivo e dentro de determinada condição. Afinal, o melhor para outra pessoa não necessariamente será o melhor para você.

Como estamos falando de taxas condicionadas pelo tempo e oscilação do mercado, é muito difícil afirmar qual é melhor. Na hora de escolher, você precisa considerar a estimativa de evolução, no caso das taxas pós-fixadas, e o valor da taxa de juros nominal oferecida em cada uma.

No caso dos investimentos, ficar de olho no mercado e conhecer seu perfil de investidor te ajuda a estimar qual tipo de juros é o mais vantajoso. Os conservadores, por procurarem mais segurança, se veem mais interessados em títulos com juros pós-fixados. Esses títulos acompanham a inflação econômica e as oscilações do mercado. O único ponto a se atentar é caso a inflação esteja muito alta, nesses casos, seu investimento poderá ter menor rendimento.

Já os títulos de juros pré-fixados, apesar de se manterem durante todo período e parecerem uma escolha segura, podem chegar a render menos caso a rentabilidade seja menor do que a inflação. Ou seja, apesar de não ser uma regra, em períodos de alta inflação os investimentos com juros pré-fixados são os mais recomendados. Enquanto nos períodos de baixa inflação, os de juros pós-fixados podem ser mais vantajosos por alcançar maior rentabilidade.

Empréstimos com taxa de juros pré-fixados

Imagina a cena: você pegou um crédito e se planejou a longo prazo para quitá-lo de acordo com suas condições financeiras. Pouco tempo depois, a parcela que você achou que seria em determinado valor passa por um reajuste maior que o esperado. Caso você não esteja preparado para lidar com essa situação, pode ter uma enorme dor de cabeça.

Normalmente a falta de previsibilidade da variação das taxas é compensada por taxas nominais mais baixas. Isso pode significar um valor de prestação mais barato no início. Contudo, a longo prazo as prestações podem sofrer reajustes altos, resultando em um valor real mais caro que o praticado em empréstimos com taxa de juros pré-fixados.

Sendo assim, na hora da aquisição é preciso ficar atento não só ao valor das prestações iniciais, mas também ao valor final. Outro ponto importante é avaliar seu perfil e condições de pagamento. Se você tem um perfil mais conservador e gosta de ter controle do quanto vai pagar por um empréstimo, optar por juros pré-fixados pode ser a melhor escolha.

Home Equity: crédito com garantia de imóvel e taxas pré-fixadas

No Inter você conta com o Home Equity, uma modalidade de empréstimo com taxa de juros pré-fixados. Ou seja, não tem surpresa no meio do caminho: você sabe exatamente quanto vai pagar em cada parcela. Essa é uma das melhores opções para quem busca taxas pequenas e parcelas que cabem no bolso. Você pode solicitar crédito de até 50% do valor do seu imóvel e tem até 84 meses para pagar.

Quer saber como funciona o Home Equity? Saiba tudo sobre o crédito com garantia de imóvel. Você também pode fazer uma simulação e assim já começa a se planejar, que tal?

Ficou alguma dúvida sobre esse ou outro assunto, tem uma sugestão de tema ou simplesmente quer comentar sobre o conteúdo que acabou de ler? Então deixe um comentário abaixo! 😉

*Atualizado em 13/01/2021.

Gostou? Compartilhe

Assine nossa newsletter

Receba conteúdos completos sobre investimentos, educação financeira e novos produtos