De olho no mercado

Já ouviu falar em NFTs? Não?! Pois deveria!

Publicado em 20/08/2021

Antes de começarmos a falar de como os NFTs estão revolucionando a indústria dos esportes, da música e da arte, vamos definir o que são os nonfungible tokens. Os NFTs usam tecnologia para transações de ativos digitais, como vídeos, jogos, itens colecionáveis e outros. Por meio de uma chave eletrônica criptografada usada de forma única, o dono detém um certificado de propriedade intelectual do ativo, garantindo sua autenticidade e unicidade. 

O conceito de não-fungível parte do pressuposto de que o item em questão seja único, ou seja, não existe outro como aquele. Quem detém o ativo, detém algo único, de valor indefinido, e pode ser desde uma obra de arte como uma carta de amor escrita à mão. Um bom exemplo de um ativo não-fungível é a Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. 

Você pode ver cópias, fotos da obra, mas o original sempre será o original. Mesmo que um expert em falsificação faça um trabalho impecável, esta cópia jamais terá o mesmo valor que o original. Apenas para deixar realmente claro, um Bitcoin por exemplo é um ativo fungível: se você trocar um Bitcoin por outro Bitcoin, não fará diferença alguma.

Como o NFT funciona?

A tecnologia dos NFTs passa pelo mesmo conceito das criptomoedas: o blockchain. Cada NFT é único; cada token possui um hash digital, criptografado, diferente em cada padrão adotado, tornando cada ativo/token uma prova de origem e inviabilizando qualquer falsificação. A maioria dos NFTs é garantida pelo blockchain da Ethereum (esse vocês conhecem, certo?! Se não, explicamos logo abaixo) sendo, portanto, imutável na cadeia. 

Como os NFTs estão revolucionando a indústria?

Com a explosão de aplicativos e do compartilhamento de informações, deter os direitos autorais de um ativo acabou perdendo significado. Autores de livros, músicas, artes têm sofrido com cópias não autorizadas, a chamada pirataria, ou até mesmo com plataformas que disponibilizam conteúdos, como Spotify. 

O surgimento dos NFTs trouxe de volta a ideia de propriedade, de autenticidade e os artistas tem aproveitado essa nova tecnologia para agregar valor ao seu trabalho. Mas, não é só o mundo da arte que os NFTs estão revolucionando. O mundo dos esportes também. Quem não lembra dos álbuns da Copa, as figurinhas especiais? Pois é! Elas viraram tokens digitais.

O NFT e suas diferentes aplicações

NFTs na indústria do entretenimento

Recentemente, a banda Kings of Leon tomou um passo importante e tornouse a primeira a lançar um álbum NFT no mercado. O disco já arrecadou mais de R$ 10 mm. O token inclui assentos na primeira fila de shows futuros e edição limitada em vinil. Como a edição é limitada, imagina o quanto poderá valer quando as vendas finalizarem. 

Indústria de games 

A utilização de NFTs passa por inúmeras facetas. Um dos primeiros a entrar nessa onda foi o jogo CriptoKitties, que ganhou fãs no mundo todo. Você pode adquirir gatinhos com genomas digitais únicos, os quais definem suas aparências e características. Você pode inclusive cruzar com outros kitties e ter um gatinho novo, único. Além disso, para os fãs de games online é possível, por exemplo, comprar skins e adesivos no FortNite, CounterStrike ou no Call of Duty e transacioná-la no mercado, fora dos games, e que também sao formas de NFTs. 

Indústria esportiva

Nos esportes, isso já é realidade e são conhecidos como fan tokens. Na verdade, muitos deles acabam sendo “utility tokens”, pois geralmente vêm com outras utilidades como experiências, produtos, benefícios. A CBF (Confederação Brasileria de Futebol) lançou sua primeira venda de criptomoedas da seleção, arrecadando cerca de R$ 90 mm. Os tokens foram lançados pela empresa turca Bitci que, inclusive, já lançou outros NFTs de outros parceiros como as seleções uruguaia e espanhola de futebol, a MotoGP e a equipe McLaren da Fórmula 1. 

Além da Bitci, a Socios, do criptoativo Chiliz, também esta atuando fortemente no meio de campo, com fan tokens de grandes times como PSG, Barcelona, Juventus, Corinthians e Atlético Mineiro. Outro esporte que tem tirado grande proveito do novo mercado é o basquete, por meio da NBA (National Basketball Association). 

A plataforma colecionável, NBA Top Shot, caiu no gosto dos fãs e em cinco meses de funcionamento já transacionou cerca de US$ 460 mm no mercado secundário. Lá, os fãs conseguem adquirir destaques de vídeos (ou momentos) montados pela própria NBA e vendidos em pacotes como um tipo de card esportivo digital (lembram das figurinhas, né?!). Os valores variam de US$ 9 a US$ 230 por pacote. 

Outras aplicações 

Por incrível que pareça, os NFTs não se limitam aos exemplos que demos aqui. Recentemente, o CEO do Twitter, Jack Dorsey, vendeu o primeiro tuíte da história, feito em sua própria conta, em 21 de março de 2006, por ETH 1.630 (ou US$ 2,9 mm). 

Pelos exemplos dados é possível perceber que a tecnologia blockchain vem revolucionando o mundo digital e não apenas pelo uso do dinheiro, com as criptomoedas, mas por meio de coisas que ainda não conseguimos imaginar. 

Se lembrarmos da década de 90, a ascensão da internet e o boom das ponto.com, quantas empresas surgiram e quantas realmente sobreviveram. Àquela época dizer que você pediria um veículo pelo seu celular, por meio de um aplicativo que conecta motoristas e passageiros de acordo com a região onde se localizam ou que você poderia alugar casa de estranhos em qualquer lugar do mundo seria inimaginável. 

Um NFT ou uma criptomoeda comprada hoje por centavos poderá valer milhões no futuro? Quem sabe.

Ethereum: mais sofisticação e contratos inteligentes

Se você acompanha o mundo das criptomoedas, já deve ter ouvido falar no Ethereum. 

Trata-se de uma plataforma criada em 2013 pelo programador Vitalik Buterin, descentralizada, com tecnologia blockchain e que, diferentemente do Bitcoin, permite uma série de outras funcionalidades além da comumente conhecida transação de dinheiro. Dentre diversas funcionalidades, a plataforma permite, inclusive, ser utilizada para DeFi (Decentralized Finance), por meio de intermediações financeiras, onde estão as moedas nativas da plataforma: o ETHER (segunda maior criptomoeda em valor de mercado). 

Além disso, ressaltamos a possibilidade de criar e transacionar os NFTs. Assim como o Bitcoin, o Ethereum pode ser usado como moeda digital (ETHER), mas um dos pontos de destaque para os defensores da plataforma é a possibilidade de execução de contratos inteligentes, ou seja, operações que são feitas automaticamente quando certos requisitos são atendidos. 

Outro ponto a favor, os blocos da Ethereum são validados a cada 12 segundos, contra aproximadamente 10 minutos do Bitcoin. Desde sua criação, o ETH já valorizou mais de 20.000%, considerando que seu valor inicial era de pouco menos de US$ 12 e atualmente vale US$ 3.180. Apenas este ano, a criptomoeda acumula alta de mais de 330%. A impressionante valorização do Ethereum é fruto dos intensos avanços tecnológicos que a mesma vem trazendo. Exemplificando, dentro de alguns anos, devemos ver o lançamento do Ethereum 2.0, focado em PoS (proof-of-stake) ao invés de PoW (proof-of-work), tendo a vantagem de reduzir drasticamente o consumo de energia para criação de novas moedas, um dos principais pontos ressaltados pelos que são contra este tipo de ativo. 

Estas são algumas das possibilidades já utilizadas via Ethereum. Imaginem o que ainda está por vir. Mas, não se enganem: comparada ao Bitcoin, a volatilidade do ETH ainda é bem maior. A moeda é promissora, mas vale lembrar que o investimento é de alto risco e precisa ser avaliado dentre todo o portfólio de investimentos de cada um. 

Vale lembrar sempre que no Brasil a CVM não considera as criptomoedas valores mobiliários e não existem corretoras autorizadas pelo Sistema Financeiro Nacional a transacioná-las. No entanto, o investimento na classe é possível por meio de fundos de investimento com estratégias de investimento no exterior. 

No Inter, você pode investir em criptoativos através dos seguintes fundos e ETFs:

  1. Vitreo Cripto Metals Blend FIC FIM; 
  2. Vitreo Criptomoedas FIC FIM IE*; 
  3.  Hashdex 20 Nasdaq Crypto Index FIC FIM (20/80 cripto e renda fixa); 
  4. Hashdex 40 Nasdaq Crypto Index FIC FIM* (40/80 cripto e renda fixa); 
  5. HASH11, ETF de criptomoedas da Hashdex; 
  6. QBTC11, ETF 100% Bitcoin. 

*somente para investidores qualificados

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Esse post foi retirado do Criptoworld, relatório enviado pela nossa equipe de Research. Para ter acesso a mais conteúdos assim, continue acompanhando nosso blog ou inscreva-se para receber os relatórios em sua caixa de entrada.

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