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O que é CRI e como investir

Publicado em 25/02/2021

Com a Selic em baixa, muitos investidores têm procurado diversificar os investimentos buscando outras alternativas de renda fixa.

Entre as opções que têm chamado a atenção estão os Certificados de Recebíveis imobiliários ou CRI.

Você sabe do que se trata?

Neste post, vamos explicar mais a fundo o investimento, quais são as particularidades do papel e como investir.

O que é CRI?

CRI é um investimento de renda fixa, lastreado por operações do setor imobiliário, sendo uma ótima alternativa para quem quer investir nesse mercado sem comprar o imóvel. Basicamente, ao investir em um CRI, o investidor está comprando uma parte da dívida de uma construtora em troca de uma remuneração em juros.

Imagine uma construtora que acaba de entregar um empreendimento imobiliário. Nos próximos 10 anos, a empresa receberá parcelas dos financiamentos, mas gostaria de antecipar esses recebíveis para ter acesso imediato aos recursos.

Uma forma de fazer isso sem recorrer a um empréstimo bancário tradicional, é captar recursos no mercado, oferecendo Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) emitidos por securitizadoras. As securitizadoras são instituições financeiras responsáveis por transformar os recebíveis de uma empresa em títulos a serem negociados para investidores que buscam assumir o risco de recebimento da empresa em troca de remuneração.

Esses papéis são lastreados no direito de crédito, ou seja, no valor que a empresa tem a receber. Além disso, oferecem remunerações específicas para os investidores, de acordo com o perfil do papel.

Características do CRI

Listamos, a seguir, as principais características do investimento:

- Rentabilidade para o investidor

Os papéis de CRI oferecem uma remuneração pré-fixada ou pós-fixada, normalmente, atrelada a indicadores como o CDI ou o IPCA.

Escrevemos, recentemente, um artigo sobre as diferenças entre títulos prefixados, pós-fixados ou indexados que vai te ajudar a entender qual modelo é mais vantajoso para você.

Mas de uma forma bem resumida: os investimentos prefixados são aqueles que você já tem conhecimento sobre a rentabilidade no momento da contratação. Costumam ser mais vantajosos em cenários com juros em queda, pois os títulos emitidos tendem a se valorizar.

Enquanto os títulos pós-fixados ou indexados têm a rentabilidade conhecida no vencimento da aplicação. Títulos indexados à inflação, por exemplo, podem ser uma opção interessante por protegerem o poder de compra do investidor.

A remuneração do CRI pode ser paga periodicamente ou apenas no vencimento, de acordo com os termos e condições de cada título. Também podem ocorrer amortizações periódicas, que é quando a empresa abate parte do valor emprestado, de forma antecipada, junto com os juros.

- Investimentos de longo prazo

Os CRI’s são investimentos de longo prazo e não permitem o resgate antecipado. O prazo varia de emissão para emissão, mas em alguns casos pode ser superior a 10 anos. Isso acontece porque os empréstimos são tomados para custear empreendimentos que levam tempo para serem finalizados como é o caso de um edifício (lembra do exemplo dado sobre a construtora?).

- Ausência de liquidez

Justamente por serem investimentos de longo prazo, os papéis de CRI têm liquidez apenas no vencimento do papel. O que torna o investimento pouco indicado para quem quer construir uma reserva de emergência ou para quem está visando rendimentos a curto prazo.

Valor mínimo para começar 

O aporte inicial em CRI varia de acordo com a empresa e tipo de empreendimento, mas já existem emissões a partir de R$1.000 que são acessíveis para o investidor pessoa física.

- Onde investir

Os títulos podem ser adquiridos diretamente com a empresa emissora, por meio de ofertas públicas, em corretoras e plataformas de investimento, como a Inter Invest ou no mercado secundário - o mercado secundário é um ambiente onde não mais se negocia o ativo com o emissor, e sim, diretamente com os investidores disponíveis no mercado.

O investidor pode optar ainda por Fundos de Investimento que aplicam parte do valor arrecadado em títulos de CRI, e que tem como bônus uma gestão mais personalizada.

Vantagens e desvantagens

Como qualquer tipo de investimento o CRI apresenta suas vantagens e desvantagens.

Esse produto é uma ótima alternativa para quem quer aproveitar as oportunidades do mercado imobiliário sem precisar comprar um imóvel.

Além disso, oferece uma rentabilidade maior do que outros investimentos de renda fixa e são totalmente isentos de IOF e de Imposto de Renda.

Mas se os rendimentos são maiores, o risco também é.

É sempre bom lembrar que papéis de CRI são emitidos dando recebíveis como garantia, ou seja, se os devedores do financiamento imobiliário não pagarem o que devem para a construtora, o investidor/credor será impactado.

Também vale destacar que, os CRIs não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito, que assegura até 250 mil em aplicações como CDB, Poupança e LCI, caso a instituição financeira ou empresa emissora quebre.

Outro ponto que deve ser considerado é a sua necessidade de liquidez, pois o CRI não permite resgate antes do prazo. Caso o investidor precise sair do papel antes do prazo de vencimento, negociar no mercado secundário, correndo o risco de vender por um valor menor, e sem a garantia de receber a rentabilidade previamente contratada.

Como escolher o CRI certo para você?

O primeiro passo é avaliar se aquela aplicação é compatível com seu perfil de investidor, pois existem papéis que são destinados a investidores qualificados e perfis de investimento mais arrojados.

O passo seguinte é verificar o nível de risco dos papéis.

Busque conhecer a saúde financeira da empresa e avaliar a classificação de risco que ela tem no mercado (também conhecido como rating). Essa avaliação é importante uma vez que o CRI é uma aplicação que não conta com a garantia do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito.

Lembre-se que a rentabilidade oferecida em um papel é diretamente proporcional ao risco envolvido, isso significa que ambos os parâmetros devem ser avaliados antes da decisão de investimento.

Você pode procurar pelo rating da companhia acessando a sua página de Relações com o Investidor. Nossa equipe de investimentos também está à disposição para ajudar na hora de escolher o CRI mais adequado aos seus objetivos.

Como investir em CRI pelo Inter

  1. Pelo aplicativo vá em Investimentos > Investir > Renda Fixa
  2. Na busca, filtre por produtos de CRI/CRA. Você pode acrescentar o tempo de resgate: 1 ano, 3 anos e 5 anos para encontrar os títulos que são mais adequados para você;
  3. Selecione o papel desejado, sempre atento ao prazo da aplicação, rentabilidade e empresa emissora; 
  4. Digite o valor que quer investir (equivalente ao preço unitário ou múltiplo, caso queira adquirir mais de um papel);
  5. Clique em investir.

Lembrando que na hora de investir é necessário ter o valor em conta para ser debitado. Caso a aplicação seja feita após às 17h ou nos finais de semana, o valor será debitado no dia útil seguinte.

Pronto! Agora é só acompanhar a evolução do seu investimento pela Inter Invest.

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* Atualizado em 25/02/2021.

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