De olho no mercado

Oferta Restrita: o que é e como funciona?

Publicado em 27/10/2021

Em nosso blog já explicamos o que é IPO.  

Agora que você já sabe como funciona o processo de entrada das empresas na bolsa, daremos um passo adiante e explicaremos um outro tipo de oferta pública inicial, mais restrita e com algumas peculiaridades. Continue a leitura para entender mais sobre oferta restrita. 

O que é Oferta 476 ou oferta restrita? 

A Oferta 476, também conhecida como oferta restrita, é uma outra modalidade oferecida para que as companhias acessem o mercado de capitais. Diferentemente da tradicional Oferta 400, a 476 visa a agilizar o processo de entrada na bolsa, pois é menos rigorosa. 

Diferenças entre a Oferta 476 e um IPO 

A oferta restrita dispensa registro e análise junto à CVM, também não é necessária a confecção de prospecto. Para a companhia isso significa uma vantagem, pois torna o processo mais rápido, além de menos custoso. 

Por outro lado, o público-alvo da oferta, como o próprio nome diz, é restrito. Apenas investidores profissionais (mínimo R$ 10 milhões em patrimônio ou com conhecimento analítico reconhecido, via certificações, por exemplo) podem participar, e esse público é limitado a 75 investidores, sendo que apenas 50 podem realizar o investimento. 

Após a realização da oferta, a negociação pode ser operada apenas por investidores profissionais até o prazo de 18 meses subsequentes - e é responsabilidade das corretoras essa verificação. Essa restrição normativa tem o intuito de inibir a volatilidade de curto prazo, já que a oscilação na Oferta 476 tende a ser maior devido ao menor número de investidores e ações. 

Quais os riscos de investir em uma Oferta 476?

Embora pareça muito vantajosa a princípio, dadas as oportunidades de investimento em empresas promissoras, com menos burocracia e com alta capacidade de ganho de capital no curto prazo, a Oferta 476 oferece dois riscos consideráveis para o investidor. 

O primeiro é a ausência de um agente estabilizador, presente na Oferta 400, capaz de buscar o equilíbrio da ação no curto prazo, zelando por um processo menos volátil. O segundo ponto é a ausência do lote suplementar, conhecido como green shoe, que também age como instrumento estabilizador no preço dos ativos.

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Esse post foi retirado do Inter Dica da Semana, enviado pela nossa equipe de Research. Para ter acesso a mais conteúdos assim, continue acompanhando nosso blog ou inscreva-se para receber os relatórios em sua caixa de entrada.

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