A Selic sofreu duas altas consecutivas, recentemente, mas em 2020, quando ela atingiu o patamar histórico de 2%, foi uma das principais responsáveis pelo aquecimento do setor imobiliário, com os bancos oferecendo taxas mais atrativas para os clientes que quisessem fazer um financiamento imobiliário

No post de hoje, vamos falar sobre as taxas de financiamento que o Inter oferece, quando elas são mais vantajosas e o que mais você precisa avaliar quando for contratar um financiamento.

Taxas de financiamento imobiliário

Antes de começar um aviso importante: os dados que vamos apresentar aqui são referentes a uma simulação de financiamento feita em nosso site no dia 21/05 /2021.Qualquer atualização que impacte novos contratos será comunicada por lá. Agora, vamos às taxas.

A partir de 9,5% a.a + TR

Essa taxa é composta de um valor pré-fixado de 9,5% ao ano + variação da Taxa Referencial, que nos últimos 4 anos foi próxima de zero. As taxas atreladas à TR garantem maior previsibilidade de valores.

Explicamos como isso pode ser uma vantagem no tópico a seguir.

A partir de 7,0% a.a + TR

Já para imóveis comerciais, a taxa é a partir de 7,0% ao ano + TR.

Quando cada taxa é mais indicada?

A taxa fixa oferece maior previsibilidade durante todo o período do contrato. Apesar disso, é muito importante estar sempre atento ao seu planejamento financeiro

No caso de financiamentos mais longos, até 360 meses, a taxa pré-fixada é uma garantia de que o valor que você pagará de juros ao ano permaneça estável até o fim do contrato. Ou seja, você começa pagando uma parcela maior, mas tem a segurança de que esse valor não sofrerá grandes alterações, ficando sempre abaixo do teto apresentado na primeira opção.

Vale lembrar que você pode amortizar as parcelas, reduzindo o tempo de contrato e, consequentemente, o custo efetivo total. Saiba mais sobre amortização. 

O que mais avaliar quando for contratar um financiamento?

Além das taxas aplicadas, o que mais é importante considerar na hora de contratar o financiamento?

Valor da entrada e parcelas

Para assumir uma dívida como o financiamento você precisa ter um planejamento financeiro que te permita honrar com o valor das parcelas durante todo o tempo de contrato. Isso porque o imóvel ficará alienado até que você quite a dívida e, no caso de não pagamento, o valor da entrada e das primeiras parcelas não é devolvido.

O ideal é que as parcelas do financiamento não comprometam mais que 30% do seu orçamento ou sejam de um valor próximo ao que você gasta com aluguel, hoje.

Tempo de contrato

O tempo de contrato é um fator que influencia no preço das parcelas: quanto maior o prazo, menor será o valor das parcelas, só que isso também significa que você está pagando mais por aquele imóvel. Por isso, é importante fazer simulações com diferentes prazos e avaliar o que é mais vantajoso para você e sua família.

Isso não quer dizer que você ficará 30 anos pagando pelo imóvel. Muitas pessoas optam por um contrato mais longo, para ter uma parcela mais acessível, e usam todo dinheiro extra para amortizar parcelas futuras e reduzir o tempo de contrato, como já mencionamos no texto.

CET: Custo efetivo total

O Custo efetivo total é o valor final do seu contrato, incluindo valor das parcelas + taxas + encargos + tributos + seguros. É o principal dado que você deve olhar em um financiamento, antes mesmo do valor das parcelas.

Para você ter uma ideia os gastos embutidos na negociação como a avaliação do imóvel, gastos com cartório e transferência de propriedade, podem chegar a até 5% do valor total da casa ou apartamento.

Sistema de amortização de parcelas

O sistema de amortização determina a composição das parcelas do seu financiamento, isso é: quanto dela será de juros, cobrado sobre o valor do empréstimo, e quanto é amortização, valor da dívida que é de fato pago.

Existem três formas principais de financiamento no Brasil:

  • SAC (Sistema de Amortização Constante)
  • SACRE (Sistema de Amortização Crescente)
  • Tabela PRICE (conhecida como Sistema Francês de Amortização)

SAC (Sistema de Amortização Constante)

O SAC (Sistema de Amortização Constante) é o modelo mais utilizado nos financiamentos de imóveis. Nesse sistema, as parcelas são decrescentes e cada parcela paga corresponde à amortização do valor principal + juros aplicados sobre o saldo devedor. O SAC começa com parcelas mais altas, mas o valor vai caindo ao longo do tempo, pois o valor da dívida sofre amortizações constantes.

Tabela PRICE

A Tabela PRICE conta com parcelas de valor fixo durante todo o período do financiamento. A cada parcela você reduz o valor dos juros pagos e aumenta o valor amortizado sobre o saldo devedor. As parcelas iniciais da tabela PRICE são menores do que as parcelas do SAC, mas, em contrapartida, tem um impacto constante no seu salário. 

Ou seja, ao longo dos anos você pode perder poder de compra se seu salário não tiver aumentos acima da inflação.

SACRE (Sistema de Amortização Crescente)

O SACRE é um sistema híbrido entre o SAC (Sistema de Amortização Constante) e a Tabela PRICE. Nele, as amortizações têm um valor cada vez maior e os juros cada vez menores, o que significa: prestações com um valor crescente, inicialmente, mas que diminuem ao longo do tempo.

Ainda com dúvidas relacionadas ao financiamento? Confira as principais questões sobre crédito imobiliário!

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E se você tem financiamento em andamento em outro banco, não tem problema! Basta solicitar a portabilidade da dívida para o Inter e começar a economizar nas parcelas.

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Ana Cecilia NogueiraAnalista de Conteúdo e CRM

Jornalista que se descobriu no marketing digital.

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